terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Porque o amor vale a pena!

Porque um segundo ao seu lado tem a capacidade de durar para sempre no meu coração.

Fico revivendo os momentos... as palavras ditas e não ditas. O silêncio do beijo e a intensidade dos seus carinhos.

Eu sei da sua não-perfeição e a reconheço. Procuro não julgar. Não conheço a sua mente, seus medos e os seus segredos mais obscuros... e posso passar a vida toda sem conhecer, não me importo! Boa parte da verdade mora dentro dos seus olhos e, com o seu olhar, eu consigo entender a pureza dos seus sentimentos.

Não sei o que te traz até mim. Sei muito bem o que me leva até você. E isso já é o suficiente.

Sei que, por você, eu desisti. Atravessei um mar de problemas, um oceano de receios e expectativas. Abdiquei do sucesso que a vida prometeu. E eu tenho certeza de que estou no caminho que me leva à felicidade. Estou seguindo o meu caminho, a minha intuição.

Por que?

Porque o amor vale a pena.

Sem ele o meu guarda-roupa fica cada dia mais cheio e o meu coração cada dia mais vazio.

A realização profissional continua não realizada sem ter você por perto. Os livros não fazem sentido e as músicas colecionam versos perdidos.

Por isso eu resisto. Eu continuo. O amor vale a pena. Vale a luta. Vale a morte. É nobre. É sem maldade. É pureza. É incontrolável.

E eu paro. Respiro 1g de orgulho. E a resposta ainda é o amor. Ainda é a família e os filhos que ainda não tenho. O cachorro que vai surgir, a casa que eu vou construir com o suor dessa batalha.

Estou remodelando a minha vida. Uma hora isso teria de acontecer: abrir mão por um sonho maior. Por amor.

Estou do seu lado. Seguindo os seus passos. Você vale a pena.


Kalli Horn
Para Aladino

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A tendência de ser HiperSense.

E nós, pessoas da sociedade pós-moderna, desenvolvemos algumas necessidades advindas de um mundo massificado. São necessidades que surgem com o intuito de remediar algo que, talvez, possa não ter cura. Quê necessidades são essas? O desejo pela intensidade - a tendência de assumirmos comportamentos de risco. A necessidade de chamarmos a atenção, de surpreendermos a tudo e todos exigindo a mesma moeda como troco.

Isso tudo faz parte do jogo de personificação. Da vontade de ser diferente num lugar onde a igualdade foi, um dia, supervalorizada. O jeito é ousar. Dar um passo à frente quando todos estão indo para trás.

Há uma busca incessante pela intensidade, pelo desafio físico e intelectual. O exibicionismo é como uma droga, gera adrenalina. Sentimento.

As formas de se fazer sentir e notar estão mais refinadas e mais moralistas. É cool destruir os preconceitos (ainda bem!), desmistificar os tabus e aproveitar sem pudor. Há certa ausência de limites.

A ideia principal é conseguir ser o artista surrealista e construir. Juntar Neston com guacamole (alguém aí lembra disso?). Modificar o próprio mundo. Sobrepor os sentidos. Misturar ideologias. Ser você.

Neste caso, personifique. Pense diferente. Maximize. Destrua. Construa. Idealize.

É tendência - é HiperSense.

(Explicando algumas formas de comportamento)



Texto baseado em Reportagem Mundo do Marketing - Tendências de consumo. Conheça 7 perfis por Bruno Mello - 21/06/2010.
 
 
Kalli Horn
Estudante do curso de Administração de Empresas - PUCPR
Mestranda em Marketing Turístico - Programa de Mobilidade - Ualg
Técnica em Design Gráfico - CDI
Especializada em Moda, Corte, Costura e Modelagem - Associação Franciscana
 
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The HiperSense Trend

And we, people from post-modern society, developed some needs resulted from a massified world. These are needs that exist to heal something that maybe cannot be healed. What are these needs? The desire for intensity - the trend to assume risks behavior. The need to be in the spot, to suprise everyone and everything and require equal behavior from the others.
 
All this makes part of a personification game. The will to be different where the equality was overvalued. The way is dare. Give one step ahead when everybody is walking in reverse.
 
There's an unceasing search of intensity, of the fisical and intellectual challenge. The exhibitionism is like a drug, generates adrenalin. Feelings. 
 
The ways of making feel and notice are refined. They are moral ways. It is cool destroy the prejudgement (thank's God!), break some taboos and enjoy moments without shame. We have lost some limmits.
 
The main idea here is to be the surrealist artist and construct. Create the own world. Overlap the senses. Mix ideologies. Be yourself.
 
In this case, you must personify. Think different. Maximize. Destroy. Construct. Idealize.
 
Is trend - Is HiperSense.
(Explaining some ways of behavior)

Text based in Reportagem Mundo Marketing - Tendências de consumo. Conheça 7 perfis by Bruno Mello - 21/06/2010.


Kalli Horn
Estudante do curso de Administração de Empresas - PUCPR
Mestranda em Marketing Turístico - Programa de Mobilidade - Ualg
Técnica em Design Gráfico - CDI
Especializada em Moda, Corte, Costura e Modelagem - Associação Franciscana

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

The Fantastic Front Window: Louis Vuitton!

O mais engraçado é: Loius Vuitton? A clássica?? Pode ser que a marca esteja atenta à tendência da nova gama de senhoras que estejam para surgir. Afinal, quantas mulheres poderosas e excêntricas estão adicionando idade às suas vidas? A alegoria também faz parte da forma de expressão forte ou suave da identidade de cada um.
 
 
 
 
Foi com o comentário acima que tive vontade de escrever mais uma vez aqui hoje. O comentário é meu a respeito de umas fotos tiradas pela Adrianne Linhares semana retrasada em Paris, as quais ela postou no próprio facebook. O que é que as fotos têm de mais? Além de muito bem fotografadas, a Adri estava atenta. A quê? À irreverência e originalidade de uma das marcas mais famosas e conhecidas pelas nossas clássicas e convencionais senhoras - a Louis Vuitton.
 
Fiquei muito intrigada quando vi as fotos. E pensei que talvez a Louis Vuitton pudesse estar mudando o seu foco, o seu público-alvo. O que também não faz sentido. Sempre vão existir senhoras ricas e poderosas com suas filhas cocotas interessadas em adquirir as famosas bolsas sem-graça que a marca comercializa há anos. Ela então estaria interessada em conquistar um novo público? Também não.
 
Acho mesmo é que a Louis Vuitton está atenta. Ela está envelhecendo para ganhar (ou não perder) as novas senhoras deste século. Sim, pois as clássicas e velhas senhoras sem-graça estão morrendo e dando lugar às antigas meninas que hoje se tornam poderosas e irreverentes senhoras.
 
As novas senhoras ainda guardam na bagagem toda a excentricidade de uma época de mudanças e anseios vividos nas décadas passadas. Elas fazem questão de personificarem suas vidas e suas histórias através dos seus objetos: seus quadros, suas mobílias, seus bibelôs, suas roupas e suas bolsas. E sim, elas pintam os seus cabelos de LARANJA. Vide Rita Lee e Vivienne Westwood.
 
 
Vivienne Westwood
 
Ambas são velhas maduras, poderosas (mesmo que seja no twitter) e alegóricas - o que faz delas parte dos 20% da população mundial - aquela que realmente vai influenciar o mundo espalhando, sem medo, o que será o amanhã.
 
O padrão de beleza? BELEZA? A forma física já era e cirurgia plástica nenhuma conseguiu ser o elixir da vida eterna para ninguém, muito pelo contrário. O segredo da juventude é assegurá-la num canto da sua mente, num universo paralelo: pode ser Oz, Era uma vez ou o País das Maravilhas - nós apreciamos mais esse lado da beleza do que o perigo de entrar numa faca e ficar com a cara do Coringa ou, ainda pior, acabar morrendo antes da hora numa mesa de cirurgia.
 
 
 
 
E essa, a Louis Vuitton também conseguiu captar. A vitrine está espetacular! A modelo está ótima, como lembrou a Adri: faz alusão à Edna Mode da animação Os Incríveis. Tudo está em perfeita harmonia...
 
Adri, você não tem a impressão de que, se Tim Burton passasse por ali, ele colocaria Johnny Depp para incrementar?
 
 
Kalli Horn
Estudante do curso de Administração de Empresas - PUCPR
Mestranda em Marketing Turístico - Programa de Mobilidade - Ualg
Técnica em Design Gráfico - CDI
Especializada em Moda, Corte, Costura e Modelagem - Associação Franciscana
Imagens: Adrianne Linhares
 
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"The funniest thing is: Louis Vuitton? The classical one? It could be that the brand is now more attentive to the new kind of ladies that are coming. By the way, how many powerfull and excentric women are adding ages to their lives? The allegory makes part of the strong or soft expression of each kind of person."
 
It was because of the commentary above that I had the idea to write here in this blog today. That commentary is mine about some pictures that were taken in last week by Adrianne Linhares when she was travelling to Paris. What is the importance about those pictures? Well, those are very nice pictures, that's true but Adri was aware. Aware to what? She was aware to ireverence and originality of the one of the most classic famous brands in the world: Louis Vuitton.
 
I was very intrigued when I saw those pictures. And then I thought that maybe Louis Vuitton could be trying a new public, changing the brand. But this not makes sense. There will always be a lot of rich old ladies with their rich daughters with a huge interest in buy those dull bags that the brand sells.
 
I think that Louis Vuitton is aware too. The new ladies of this century are getting old and the brand is getting old with them. What I want to say is that colorless old ladies are dying and giving their places to a new kind of women that today are becoming powerful and irreverent as the time goes by.
 
These new kind of ladies are still keeping in their bags all the changes and excentricity of past ages that they used to live. They do want to personalize their lives and histories through their objects: pictures, furnitures, clothes and bags. And yes, they do color their hair of ORANGE. Just like Rita Lee and Vivienne Westwood.
 
Both are old mature, powerful (even if only in twitter) and allegoric. What makes them part of the 20% of the world population - that part that is really going to influence the world showing, without any fear, what will be tomorrow.
 
The standard of beauty? BEAUTY? The fisical form is gone and any plastic surgery is not the elixir of eternal life to anyone! The secret of youth is keep it the beauty in some place in your mind, in a parallel universe: this could be Oz, Once upon a time or Wonderland - we like much more this side of youth and beauty than get a Coringa's face or dying before the time on a table.
 
And that is the point. Louis Vuitton got this point too. Look at the store window! It is expectacular! It is great! And besides, it is showing everything I wrote here. And how Adri told: the model reminds Edna Mode of The Incredibles. Perfect harmony...
 
Adri, don't you have the impression that Tim Burton would just put Johnny Depp there to increment the sight?
 
 
 
Kalli Horn
Estudante do curso de Administração de Empresas - PUCPR
Mestranda em Marketing Turístico - Programa de Mobilidade - Ualg
Técnica em Design Gráfico - CDI
Especializada em Moda, Corte, Costura e Modelagem - Associação Franciscana
Imagens: Adrianne Linhares

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Como não conquistar um homem em 10 meses

"So I won't be afraid... No I won't be afraid... Stand by me!"

Quase 10 meses em Portugal!

Quase 10 meses fazendo coisas absurdas pra conquistar um único e privilegiado homem.

É ao som de "Stand by Me" de Seal que eu começo a contar pra vocês o que fazer para não conquistar o homem amado.

Primeiro de tudo, se apaixone por alguém que tenha namorada. Assim tudo fica mais fácil!

Vítima na mira. Coloque seu nome num guardanapo e anote o número do seu telefone. Fez isso? Agora faça uma cara sexy, respire fundo e vá lá. Jogue o guardanapo rabiscado nas mãos do sortudo. Pronto? Você deu o primeiro passo. Assustou o camarada!

Mas esse é dos fortes e achou graça do seu jeito abusado? Então fale todos os palavrões que lhe vierem à cabeça. Despeje tudo em cima dele com uma enorme simpatia e naturalidade. Ele te achou original!

Mesmo tendo uma namorada gorda, feia e antipática, ele te chamou pra sair. E agora? Beba com ele feito um ogro. Depois, faça cara de doida e o convide para ver o nascer do sol. Ele é corajoso, misterioso e gostou do seu jeito intrigante. Ele vai te levar. Chegaram lá? Pegue seu celular e peça a ele que te deixe cantar as suas músicas favoritas. Cante com a sua voz macia qualquer música feminista da Maria Rita. Você fisgou o moço. Ele sente vergonha por você, mas não pára de rir! - Nessa hora eu acho que ele quer mesmo é ir embora!

Dia seguinte: grave suas músicas românticas preferidas num pen-drive. Feito isso, vá toda cheia de fé e entregue seu pen-drive para o seu príncipe. Diga a ele que você quer o pen-drive devolta, mas com uma condição: que ele venha cheio e de coisas diferentes das que você colocou lá dentro. A regra é: ele tem de gravar as músicas no computador dele, apagar o que tiver no pen-drive, gravar coisas novas pra você ali dentro e te devolver o bichinho. Explique que seria uma forma de comunicação sutil, já que o urubu aloirado está sempre por perto. Prepare-se para nunca mais ver seu pen-drive.

Mesmo assim, ele não pára de te olhar, nem um segundo! Saia com ele, beije-o várias vezes. Faça ele te levar até em casa e abrir a porta do carro. Erre a porta da sua própria casa. Ele vai rir e te achar idiota. Ah, não esqueça de dizer a ele que vocês vão casar e que isso está escrito.

Passe mal na frente dele! Sim. Desmaie, vomite e tenha chiliques. Se você tiver uma boa amiga, ela vai obrigar ele a ajudar ao invés de ficar rindo na porta. Ele vai te carregar e não vai aguentar com seus 10kg a mais. Ele vai te derrubar no meio da rua. As pessoas passarão cantando e ele não terá mais forças de tanto rir!

Vá se desculpar pelo vexame da semana passada: faça mini cupcakes, um cartão com um desenho de vocês dois caídos na rua (em bonecos palitos) e peça para a sua amiga ir entregar. Lembre-se: você está morrendo de vergonha, não pode ir pessoalmente.

Tente levá-lo para o trilho do trem durante uma madrugada gelada, isso também pode ajudar!

Ele tá desistindo? Te disse coisas terríveis? Faça o que você tem vontade: soque a cara dele e mande ele praquele lugar escuro e peludo. Bata a porta do carro quando sair. Bem forte.

Dê um tempo pra sua cabeça! Vá trabalhar e passe 3 meses fora da cidade.

Surpresa! 3 meses depois e vocês se encontraram na balada. Ele não está carregando o balão (que já perdeu 50kg depois que você surgiu). Faça tudo errado denovo! Cante "I don't wanna miss a thing" bem alto fingindo que a sua garrafa de Heineken é um microfone. Não escute nada do que ele disser, agarre o moço e tasque logo O beijo. Ele correspondeu? Que lindo!

Mande mensagens para o facebook dele - TODOS OS DIAS. Não precisam ser mensagens românticas. Pode mandar o vídeo "Never say no to Panda" inbox. Tem que ser inbox porque ele não vai te aceitar como amiga no facebook, é fato. Ele tem medo de você, doida!

Ele mandou você parar? Continue.

Viu o carro dele na rua? Grude bilhetes cor-de-rosa na porta dele.

Sempre que puder, mostre a ele o seu dedo do meio. Isso impoe respeito, acredite!

A ex-gorda chegou? Sai fora. A feia barraqueira é ela, não você. E tem outra: quanto mais tempo você passar perto dela, mais tempo ela tem pra te analisar e copiar o seu jeito original de ser e se vestir. Ela quer ser você, ela está desesperada. Fuja.

Sim, ele nem olha pra sua cara quando está com o dragão. Eu sei. Agora é sua vez de dar o troco. Ignore-o na mesma moeda. Ele vai querer saber o que ele fez de errado. Sim, ele realmente não sabe... ele é homem. Finja que não é nada. Atenção! Não olhe muito pra ele. Você é apaixonada e burra, se olhar muito pra ele, logo você solta aquele sorriso besta e tudo estará perdido.

Agora você pode jogar a merda no ventilador e mandar uma mensagem bem louca pelo facebook dizendo que, se ele quiser que você pare de mandar as mensagens, ele que te bloqueie. Ele vai te bloquear!

10 meses? Está tudo? Acho que sim. Ele ainda te olha? Brinca com você? Nessa altura ele deve estar tirando uma onda com a sua cara ou você fez alguma coisa certa!



Kalli Horn

Formação: Homens errados

Especialização: Originalidade Amorosa

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Os códigos culturais e a comunicação

Foi lendo e relendo uma entrevista que o psicólogo e antropólogo cultural Clotaire Rapaille concedeu à HSM Management em 2007 que eu resolvi ressaltar alguns pontos que me chamaram a atenção. Pontos esses que são a base para que se possa explicar certos padrões de comportamento e de consumo.
Rapaille é conhecido por buscar o inconsciente do consumidor através de pequenas sessões de psicanálise. O que ele busca durante essas sessões é o Sistema de Referências – formado pelas emoções que foram impressas, basicamente, nos primeiros anos de vida e que estão alojadas em alguma parte do cérebro. Para Rapaille, as emoções são a chave para o aprendizado. Neste caso, o que ele diz é que quanto mais forte é a emoção, mais eficiente é o aprendizado e mais forte será a impressão emocional criada a respeito daquele assunto ou daquele determinado momento. Por exemplo, todos lembram onde estavam e o que estavam fazendo quando houve o atentado do dia 11 de Setembro, não lembram?
É por isso que, quando o Sistema de Referências é acessado, o que se tem é a emoção original. Essa emoção é difícil de ser alterada porque é pré-organizada pela cultura e está relacionada geralmente com o amor, a sobrevivência e a comida. Qual a importância disso? O fato é que, quando deseja-se veicular um anúncio para promover um determinado produto, deve-se prestar atenção a esses detalhes se quiser obter sucesso na campanha. Deve-se adaptar o discurso da campanha de marketing de acordo com o Sistema de Referências e com a cultura do público em foco.
Por exemplo, sabe-se que a cultura norte-americana é uma cultura jovem devido ao grande número de imigrantes (aproximadamente 15% do todo) e que não há muita fidelidade aos produtos. Significa que os EUA é o lugar ideal para o lançamento de uma nova marca ou uma nova tendência. Isso porque, como diz Rapaille, quem entende a cultura norte-americana sabe que tem de oferecer novos produtos o tempo todo. Já o mesmo pode não ocorrer na Alemanha, pois os alemães costumam ser leais aos seus produtos.
Rapaille ainda defede que, com a globalização, o que vai haver é uma recuperação de culturas e não o desaparecimento delas. Haverá maior diversidade, pois as pessoas não se interessam por uma mistura de tudo, pela falta de identidade. Não. Apesar do “achatamento global”, a tendência continua sendo a personificação de objetos e roupas e o surjimento de estilos cada vez mais pessoais. Tudo isso porque não há um “gosto mundial”, um “botão chave” que revele códigos iguais para todas as culturas. Ou seja, ainda não é possível criar um único produto ou anúncio que agrade a todos mundialmente. A comunicação terá de se adaptar ao código específico de cada cultura.
 
Kalli Horn
Estudante do curso de Administração de Empresas - PUCPR
Mestranda em Marketing Turístico - Programa de Mobilidade - Ualg
Técnica em Design Gráfico - CDI
Especializada em Moda, Corte, Costura e Modelagem - Associação Franciscana
 
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I was reading an interview that the psychologist and cultural anthropologist Clotaire Rapaille gave to HSM Management in 2007 and I want to comment about something that are important to explain about the behavior patterns and consumption.
Rapaille is known by searching the consumer  unconscious through small sessions of psychoanalysis. What he wants to know is the System of References – made with all kind of emotions created in the early years of life and are located in some part of the brain. To Rapaille, the emotions are the key for learning. In this case, he says that stronger is the emotion, more efficient is the learning and the impression created on that specifically subject or moment. For example, everybody remembers where they were and what were doing when happened the attacks of the September 11, don’t you?
That’s why when the System of References is known what we have is the original emotion. This kind of emotion is very difficult to be changed because is pre-organized by the culture and is connected with love, survival and food. What´s the importance of that? The fact is that when you want to publish an announce to promote some product, you must pay attention on it if you want to be successful. You must adapt the campaign speech according to the System of References and the culture in question.
For example, the North-American culture is young due to the big number of immigrants (approximately 15% of all) and that’s why they don’t have fidelity to the products which means that the USA is the perfect place to launch a new brand or a trend. This happens because, according to Rapaille, who knows the North-American culture knows that is necessary to offer new products all the time. This is completely different in Germany where they are very loyal to their products.
Rapaille still defends that due to globalization there will be a recovering of cultures. There will be more diversity because people don’t have interest by a mix of all things, missing identity. Besides the “global flattening” the trend is the personification of the objects and clothes and the appearance of new styles. All this is because it don’t exist a “global wish”, a “key button” that reveals same codes for all the cultures of the world. That means that it’s not possible to create an unique product or an ad that makes everybody happy. The communication has to be adapted to the code of each culture.
 
Kalli Horn
Estudante do curso de Administração de Empresas - PUCPR
Mestranda em Marketing Turístico - Programa de Mobilidade - Ualg
Técnica em Design Gráfico - CDI
Especializada em Moda, Corte, Costura e Modelagem - Associação Franciscana

sábado, 23 de junho de 2012

Vou provar que sou uma boa garota!

Vou provar pra você que sou uma boa garota!


Já fiz tanta besteira, não foi?

Eu sei que você não gosta de ler... mas por aqui eu me expresso melhor e não faço bobagens! Quem sabe alguém leia pra você.

Sumi de você contra a minha vontade, mas é porque eu sei que se fico por perto, te faço mal, te causo problemas... melhor ficar longe.

Lembra que eu te falei que ia ficar por aqui? Eu vou.

Você duvida e eu entendo as suas razões... acha que eu sou maluca (sou mesmo), inconsequente (só um pouco) e que estava a procura de mais uma aventura temporal. Pois é, sempre estou. E quem não está? Mas foi procurando assim tão longe que te encontrei.

Agora já posso afirmar que conheci outras pessoas, lugares, culturas... já beijei outro pra ver como seria, dei meu telefone pra quem me ligou e eu não atendi. Já vivi mais um pouquinho...

Sabe o que é? Eu sei que fiz tudo ao contrário, mas eu sou uma boa menina!

Sim. Agora eu tenho um trabalho aqui. Estou em Lisboa. Tive sorte de encontrar uma boa oportunidade quando todas as portas estão sendo fechadas para vocês, portugueses. (Lembra? Eu te disse que era sortuda logo quando o sol nasceu). Estou aqui pra provar pra você que, quando eu quero, eu consigo. Que quando você duvida, eu provo. Estou aqui por você.

E por mim, claro. Porque preciso comer, pagar a renda, ficar bonita e guardar um dinheiro pra gastar no First Floor quando reabrir. Vou aproveitar e levar novos amigos... sevillanos e lisboetas, brasileiros e moçambicanos, novos e velhos, malucos e antiquados, ricos e pobres.

Já paguei de idiota, chata e inconveniente na frente dos seus amigos. Mas até que valeu a pena... sempre consigo a sua atenção. Mesmo sendo mais um bonitnha que apareceu na sua frente e da qual você resolveu se aproveitar... esperto você!

Alguma vantagem eu já tenho! Pelo menos eu sou bonitinha e bem apresentável.

Bem, mas uma loucurinha aqui e uma inconveniência ali não vai fazer mal.

Sempre fui uma boa menina.


Lisboa, 23 de Junho de 2012.
Kalli Horn



sexta-feira, 1 de junho de 2012

A vida passa em cores; não se pode viver em preto-e-branco.

Que dia lindo. Normalmente, isso seria mais uma ironia minha. Chuva, frio, umidade, um gélido vapor que queima, contraditoriamente, a pele. Os pés se encolhem, as mãos purpúreas. Mesmo assim, resolvi mudar de atitude, e prestar atenção nesses tons de cinza, nesse ar frio, nessa chuva intimidante, penetrante da típica Curitiba no inverno. Não vai me adiantar muito ficar reclamando, já que a estação fria vai até Dezembro por estas paragens - quem mora aqui sabe. Respondendo o post da Kalli , uma frase me chega: "a vida passa em cores, não se pode viver em preto-e-branco".
Preto, branco, cinza, se é pra ser assim, que venha. ( Ah, é guerra, São Pedro? Chooove... )
O dia está perfeito para uma fotografia em p&b. Essa aí é de Man Ray, amigão de Salvador Dali e Marcel Duchamp, nos idos do início do século passado... mais lembrado por muitos quando foi personificado no filme Meia-Noite em Paris de Woody Allen. Surrealista, provocador, em preto-e-branco.
As fotografias de Man Ray : As Lágrimas - Um Objeto Feito para Ser Destruído - Os Amantes, produção entre 1919 e 1923. A partir de As Lágrimas evocam-se várias influências, não? Em fotos de artistas plásticos, maquiadores, até mesmo drag queens, com os cílios postiços de bolinhas. Quem é gênio é citado, mesmo sem se saber... 



Enfim, é inverno, em Curitiba. Nossos dias JÁ estão em P&B. Agora só falta o surrealismo, a beleza do inusitado. Que tal buscá-los no dia-a-dia?

 Pra saber mais ( e fonte das fotos):http://www.arthistoryarchive.com/arthistory/surrealism/Man-Ray.html

Trilha sonora chuvosa:
As óbvias It's Raining Men ( Weather Girls) e Chove Chuva ( Jorge Benjor) são bem-vindas. E as não óbvias Rain  (The Cult) e Thoughts of Rain ( Nick Drake) e Rain de Patty Griffin - com um vídeo lindo. Essa última me trouxe você, Kalli.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Ai, mãe... eu já te falei.

...queria acordar de manhã cedo e ver ele de pé na minha porta... me contando que está livre pra ficar comigo e com um buquê de flores que ele mesmo fez... roubando as flores nos jardins dos vizinhos e dando utilidade pra Primavera!







Caraças,
Kalli Horn




sábado, 19 de maio de 2012

Carta para Adri Óide #1

Oi lindaa!!! Saudades é a palavra mais constante do meu vocabulário! Hahaha!
Pois, finalmente voltei. I'm back, beibeeeeeee!
As coisas estão nos seus devidos lugares, eu acho. Tudo está como deveria. Como foi escrito o destino.
A Bike Trip foi, até o momento, uma das melhores coisas que eu já fiz na minha vida... foi como eu disse a um amigo, uma loucura que deu certo - não sei como! Simplesmente acordamos, arrumamos as mochilas e partimos "sem lenço nem documento". Hahaha...
Bom, a viagem contou com momentos alegres, tristes, perigos e briga também! Você me conhece tão bem a ponto de saber que sempre existe uma briguinha por onde eu passo, mas é sempre pra deixar as coisas mais claras e pra melhorar o relacionamento, não é?
O Mestrado vai indo... gosto de algumas aulas e outras eu vou mesmo por obrigação! Mas to gostando e acho o máximo quando consigo acordar cedo no sábado pra frequência... é óbvio que isso não aconteceu hoje, já que acordei as 3 da tarde porque passei a noite toda falando sobre pintos e suas variações com a Ingrith Bueno... e sobre como eu seria feliz trabalhando como avaliadora para filmes pornôs. Enfim, esquece!! Isso não vai acontecer mesmo....
Voltando ao Mestrado, tenho exames essa semana e uma porrada de coisas pra estudar! Hunpf... chatice!
Você falou da sua dor de garganta... clássico isso em Curitiba. Dor de garganta. Eu não sinto saudades nenhuma desse clima podre. Mas se cuide, não quero que você apodreça junto com o inverno úmido curitibano.
A Gabyzinha... me dá uma saudades dela. Ela é tão madura, cheia de experiências e uma visão de vida oposta da minha... essa distância dela me fez dar valor! Imagine só!
O Coxa que se foda! ODEIO.
As festinhas de família, o André na faculdade (médico, hein!), a Fer voltando... a vida correndo... e eu longe de tudo isso fazendo a vida correr por aqui também... o Dia das Mães já foi, a Ingrith fez aniversário... também fizemos as nossas festinhas em família! Fomos à Semana Acadêmica e pirei tanto o cabeção no show do Steve Aoki. O cara é muito feio e me faz lembrar o meu primeiro namorado. Jesus!
Sempre que posso eu entro no skype pra dar uma espiada aí no Cley e na vó... ela ainda acha que eu to magrela, mesmo tendo engordado quase 10 kg. Sim, to comendo bem! Meu café da manhã: Sucrilhos + leite, ovos mexidos + tomate + salsicha + torrada, 1 fruta e um chá pra amenizar o estrago. Hahaha... foda!
O coração? SEMPRE aquela loucura. Sou uma adolescente, como diz a Su. Eu deveria parar de me apaixonar e trocar "pinto por pedra" (expressão da Su Macaca). Mas, convenhamos, não sou assim! Me apaixonei por um cara que tem namorada, fiz as minhas loucuras, beijei, provei, mostrei o que é VIDA e mandei ele tomar no cú. CÚ com acento que é pra impor respeito.
On the road, again! Free Willy, livre igual a baleia partindo pro oceano.
Teatro de objetos muito loucos no MON?? Me chama que eu vou...
Bom, pra deixar você com vontade também: venha pra cá ver o maior pôr do Sol do mundo, na beira do mar, com cheirinho das laranjeiras que permeiam o Algarve. Meu museu a céu aberto.
Adri óide, minha cabeçóide! É isso... que mensagem privada o quê. Deixo assim, público mesmo!
Amo você! Muitão.
Bjos da sua Flor Andróide (codename).


Kalli Horn

domingo, 13 de maio de 2012

The Most Famous Secret

Dia das Mães no Brasil... um domingo quente e preguiçoso no Algarve...
No meio de tantas saudades, estendo o fim do dia pensando na minha mãe, em todas os conselhos que ela me deu até hoje e o por quê de toda essa distância que me faz tão bem!

Aqui vai um segredo: É muito bom descobrir a vida por si própria, aproveitando cada sorriso, cada grito, cada lágrima que cai, cada aperto de mão, cada abraço e cada suspiro que o coração dá.

Feliz dia das Mães!

Vejam esse vídeo promocional do Algarve e tenham um ótimo finalzinho de semana!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Somos infinitas nessa highway...








"Você me faz correr demais
Os riscos desta highway
Você me faz correr atrás
Do horizonte desta highway
Ninguém por perto, silêncio no deserto
Deserta highway
Estamos sós e nenhum de nós
Sabe exatamente onde vai parar
Mas não precisamos saber pra onde vamos
Nós só precisamos ir
Não queremos ter o que não temos
Nós só queremos viver
Sem motivos, nem objetivos
Nós estamos vivos e é tudo
É sobretudo a lei
Dessa infinita highway
Quando eu vivia e morria na cidade
Eu não tinha nada, nada a temer

Mas eu tinha medo, medo dessa estrada
Olhe só, veja você
Quando eu vivia e morria na cidade
Eu tinha de tudo, tudo ao meu redor
Mas tudo que eu sentia era que algo me faltava

E à noite eu acordava banhado em suor
Não queremos lembrar o que esquecemos
Nós só queremos viver
Não queremos aprender o que sabemos
Não queremos nem saber

Sem motivos, nem objetivos
Estamos vivos e é só
Só obedecemos a lei
Da infinita highway
Escute, garota, o vento canta uma canção
Dessas que a gente nunca canta sem razão

Me diga, garota: será a estrada uma prisão?
Eu acho que sim, você finge que não
Mas nem por isso ficaremos parados
Com a cabeça nas nuvens e os pés no chão
"Tudo bem, garota, não adianta mesmo ser livre"
Se tanta gente vive sem ter como comer
Estamos sós e nenhum de nós
Sabe onde vai parar
Estamos vivos, sem motivos
Que motivos temos pra estar?
Atrás de palavras escondidas
Nas entrelinhas do horizonte dessa highway
Silenciosa highway
Eu vejo um horizonte trêmulo
Eu tenho os olhos úmidos
Eu posso estar completamente enganado
Eu posso estar correndo pro lado errado
Mas "a dúvida é o preço da pureza"
É inútil ter certeza

Eu vejo as placas dizendo
"não corra, não morra, não fume"
Eu vejo as placas cortando o horizonte
Elas parecem facas de dois gumes
Minha vida é tão confusa quanto a América Central
Por isso não me acuse de ser irracional

Escute, garota, façamos um trato:
Você desliga o telefone se eu ficar muito abstrato
Eu posso ser um Beatle, um beatnik
Ou um bitolado
Mas eu não sou ator
Eu não tô à toa do teu lado
Por isso, garota, façamos um trato:
De não usar a highway pra causar impacto
Cento e dez, cento e vinte
Cento e sessenta
Só prá ver até quando o motor agüenta
Na boca, em vez de um beijo,
Um chiclet de menta
E a sombra do sorriso que eu deixei

Numa das curvas da highway"

Engenheiros do Hawaii - Infinita Highway


Ps.: Te vi passando... nessa infinita highway.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Do que Faro é feita!

Faro, cidade pequena situada no Algarve, sul de Portugal. Charmosa. Antiga. Sofrida. Mágica, fascinante e encantadora.

Faro é feita de sonhos realizados. De amigos antigos e de velhos desconhecidos. Faro é feita de sol e mar. Faro é feita de férias, areia, conchas e pedras. Faro também é feita de saudades, de amores e paixões à primeira vista. Faro tem alegria. Faro enche o coração de esperança e de fé. Faro tem contos de fada e pessoas encantadas. Faro tem família, tem aromas e sabores. Faro é feita de coragem e um bocadinho de loucura. Em Faro existe pureza, existe beleza escondida em cada cantinho esquecido pelo tempo. Faro, cidade querida... do que mais você é feita?











Beijos beijos,

Kalli Horn

sexta-feira, 23 de março de 2012

Baci di Giulietta

Beijos de Julieta!

Os Beijos de Julieta são doces feitos com claras de ovo, açúcar, avelãs e chocolate. Foram criados na década de 1940 por um veronês chamado Enzo Perlini, dono da Pasticceria Perlini em Verona, bem em frente à suposta casa de Julieta.

Essa receita nunca foi patenteada, de modo que os outros confeiteiros da cidade puderam copiar os Baci. Porém, Perlini nunca sofreu prejuízo algum em seu negócio. Pelo contrário, Perlini ainda criou mais dois doces em homenagem aos famosos amantes: o Cuori di Giulietta e Romeo (corações de Julieta e Romeu) e o Sorrisi di Romeo (sorrisos de Romeu).

Pra quem quiser a receita do Baci di Giulietta e não conseguir visualizar por aqui, me esceva que eu passo por email - kallihorn@yahoo.com.br -. A receita desse doce também está disponível no livro Cartas para Julieta das autoras Lise Friedman e Ceil Freidman - de onde eu tirei essas fotos.




Baci,

Kalli Horn

domingo, 18 de março de 2012

LIFE GOES ON - uma oração desvairada sobre o tempo


... SEM A KALLI PRA ENCHER A CASA DE BARULHO ALEGRIA E CAOS; SEM A FERNANDA PRA FALAR SOBRE FENÔMENOS FISIOLÓGICOS E VIAGENS DESVAIRADAS. A VIDA VAI E VEM, AMIGOS VÊM E VÃO,  E (AINDA)  FICAM BEM DENTRO DA ALMA, AO DISCORRER DE UMA SÉRIE DE DIAS E NOITES IMPERDOÁVEIS. A VIDA MUDA, O MUNDO MUDA... COMO ASSIIIIIIM? VAMOS COMBINAR, TUDO MUITO RÁPIDO, HEIN, SR.TEMPO?
Já dizia o Caetano dos bons tempos de poesia, ao dizer, em sua Oração ao Tempo:

Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo

O Outono já dá as caras no sul do Brasil. Folhinhas secam, vento gelado, mas a pele ainda sente o calor do verão. Viver é preciso,  navegar é preciso, arrumar tempo pra tudo é gritante. Mas é tempo de sentir saudades mesmo.
Vou orar ao tempo e pedir algo impossível: que se ajuste às contingências da alma... Que passe bem devagar para que os anos não me açoitem... Que passe bem devagar ao sabor do chá na mesa e da companhia de gente querida... Que se esgueire em mil anos ao ronronar do gato deitado ao sol de fim de tarde! E que voe, VOE,  SUPERSONICAMENTE... e se apresse ao trazer o dia de rever aqueles que os tambores do destino levaram longe... Como as guedelhas Kalli, com seu perfume de rapariga colonial pós-moderna e a Fernanda com suas conchas e brisas californianas a movimentar as madeixas... O irmão que mora longe, o amigo que foi pro andar de cima, o som do próximo verão, o bolo de chocolate que assa...
Seja auto-ajustável, Tempo, nem de mais nem de menos, seja meu amigo, meu escravo, meu relógio particular... Afinal...

video

"És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos, tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo... Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo, e pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo... És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo...Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo... Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo... E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos prá isso fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo... Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo...Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...
Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo ... Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...
Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo...Tempo tempo tempo tempo..." 
 
Oração ao Tempo, Caetano Veloso, nos idos de 1979...
Imagem: Fotografia surrealista de Man Ray

Adrianne

sexta-feira, 16 de março de 2012

O prato do dia!

O dia do prato chegou.

Nossa felicidade é feita de grão em grão...


Hoje me deu saudade de casa. Me deu saudade de deitar no colo da minha mãe e escutar seus conselhos. Me deu saudade de olhar pra minha irmã e ter a certeza de que ela tem resposta pra tudo. Me deu saudade de chorar no ombro do meu pai. Me deu saudade de falar. Saudade das comilanças na casa da Lou. Saudade de importunar o Felipe e do cheiro de fumaça da Ana. Saudade de fazer macaquices com a Su. Saudade enorme do Daniel, de chegar em casa e vê-lo sentado na frende do vídeo-game. Saudade de falar besteira na casa da vó, do Cley, da tia Adriane. Saudade das madrugadas de filme com a tia Mirles. Saudade do Katiano e das nossas conversas sobre sonhos... do Soleiro.

Eu to bem, muito feliz. Muito mesmo. É só que, mesmo a vida aqui sendo diferente, algumas coisas nunca mudam...

Ok! Gente, antes de ontem eu fiz mini cupcakes! Eles não ficaram aquele primor, mas fui eu que fiz. Quer dizer, eu, a Ingrith e a Joana. Serviu para darmos boas risadas aqui em casa. Sim, aqui também já tenho o meu hall de pessoas especiais. A Ingrith - minha irmã - sem ela eu desmorono. A Joana e a Patrícia que são a minha família por aqui. O Ravi que me emprestou o ombro e me deixou chorar. O Gonçalo, menino fofo que mora com a vovó. Sirenita, Bebel, Veronika - essas três dexam a minha vida mais divertida. O Rodrigo é aquele tem os olhos mais lindos do mundo - precisava só do teu abraço e mais nada (vê se acorda porque já tá me irritando). Todos vocês já têm um lugarzinho no meu coração.

Mas a saudade é assim, passa...


E quando eu penso em você,

Eu choro café e você chora leite...

Música: Prato do Dia - Teatro Mágico.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Quem disse essa bobagem?

Quem um dia teve tamanha audácia e disse que a paz combinava com o amor?


Gente mais mentirosa, viu!!

P.S.: Agradecimentos especiais: ao Sol, que resolveu descer na hora certa; ao avião que passou no momento que eu não esperava; às pessoas que guiavam o barquinho e que deram um charme especial a essa foto. OBRIGADA a todos vocês!

Trilha sonora: Mika - You Made Me - ESCUTEM!